Salta aos olhos em Seul a quantidade de gente que caminha e tecla em seus celulares ao mesmo tempo. Esbarram de vez em quando uns nos outros, mas ninguém se importa. Tecnologia 4G e televisão ao vivo pelo celular já são rotina. Os PC bangs (cibercafés para videogames) são instituições nacionais. Com um smartphone, da rua, é possível acionar o sistema de ar-condicionado de casa.
- Cerca de 80% da minha vida é on-line. Eu me comunico e me expresso por meio das mídias sociais - diz o estudante Charley Hee, de 21 anos.
Sobrinho de um dos vice-presidentes da Samsung - a gigante sul-coreana dos eletrônicos, grande rival da Apple no mercado de smartphones e tablets -, ele é adepto do iPhone e diz não se importar com os protestos do tio. A seu lado, numa mesa de um café lotado no bairro de Garosu-gil, área descolada de Seul, a executiva Kumi Choi, de 37 anos, também mostra que não é fiel às marcas nacionais: tem um iPad.
- Uso Apple, mas também compro aparelhos Samsung. Nós, sul-coreanos, somos impacientes, queremos sempre o que é mais novo, não aguentamos esperar muito tempo.
O padrão de exigência dos consumidores também obriga as empresas a inovar. A LG, outra marca sul-coreana que se espalhou pelo planeta, chegou tarde ao mercado de smartphones, mas quando lançou o Optimus, concorrente do Samsung Galaxy, decidiu trabalhar com as três operadoras do país. A empresa concluiu que políticas de exclusividade incomodam os sul-coreanos, que trocam seus aparelhos antes dos dois anos contratuais.
- Na Coreia, tudo gira em torno da velocidade - resume Lea Lee, gerente de comunicações da LG em Seul.
Fonte: Agência O Globo
@henriquestandt
Nenhum comentário:
Postar um comentário
O informacional agradece o seu comentário! Para mandar sua sugestão de matéria, mande email para oinformacional@gmail.com