“Somos tão jovens”. É o termo que usamos quando sentimos que alguma responsabilidade não está ao nosso alcance, ou quando simplesmente não estamos a fim de cumpri-la. “Somos os filhos da revolução”; é o que dizemos quando sentimos o lapso da adolescência fervendo em nossas veias. Mas então, será que temos o suficiente para liderar uma revolução?
Atualmente, ter atitude se tornou uma arma para adquirir influência social, porém, boa parte dos “revolucionários influentes” não tem a mínima noção do que se passa nos verdadeiros problemas sociais do nosso país. O que tento dizer é que existem crises maiores do que não encontrar o seu vans no fundo do armário ou ficar sem dinheiro para ir a um show de rock.
Não faz muito tempo que jovens da nossa idade tiveram que protestar duro para ter o direito de dizer o que pensavam, de compartilhar suas ideias com o mundo, de tentar não ser só mais um rostinho saqueado pelo governo. Graças a uma “atitude de verdade” herdamos o direito de ir e vir, de liberar nosso conteúdo individual, de ter liberdade. Eis que surgiu a grande confusão com a palavra: deparamos-nos com a libertinagem.
Eu sei, é muito piegas usar esses termos, mas é uma maneira formal de dizer que hoje vivemos uma falsa impressão de poder expressivo, de que estamos desrespeitando e manchando a conquista de jovens, hoje velhos, que nos deram um país livre, e que só precisava ser moldado, mas foi moldado conforme a cultura de países de outro porte (mas isso é assunto para outras reflexões).
Por fim, só quero que pensemos mais no que fazemos com nossa capacidade expressiva, quais são os valores necessários para ter poder de moldar um país no mínimo respeitado, pois é fácil reclamar e fugir daqui, difícil mesmo é se ver responsável pelo o que ele se tornou.
Danielle Andrade (@_morredeabo)
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